POROSIDADE

POR QUE “MUITO MAIS QUE UMA TELA”?

A tela ideal é uma junção de vários pilares e seus benefícios*:

POR QUE O PORO É TÃO IMPORTANTE PARA UMA TELA?

O crescimento bacteriano e a proliferação celular são altamente dependentes do tamanho dos poros. As colônias bacterianas são estabelecidas principalmente nos espaços entre os poros e as fibras. As telas macroporosas (poros ≥ 1 mm) e monofilamentares têm demonstrado facilitar a entrada de macrófagos, fibroblastos e fibras de colágeno que irão constituir o novo tecido conjuntivo, integrar a prótese ao organismo e prevenir a colonização de bactérias e infecções1-4.

Dr. Christiano Claus

A POROSIDADE TAMBÉM ESTÁ RELACIONADA AO ENCOLHIMENTO DA TELA1,2 E 5

Após a implantação da tela no organismo, normalmente granulomas são formados em torno das fibras individuais da tela como parte da reação ao corpo estranho8,9.

Telas com macroporosidade ideal > 1,5 mm, tendem a evitar a formação de pontes, processo pelo qual granulomas individuais se tornam confluentes entre si e encapsulam a tela inteira, levando a formação de placa de fibrose, cicatrização rígida e flexibilidade reduzida1-5.  A retração da tela ocorre devido à contração do tecido cicatricial formado ao redor da tela8,9

POROSIDADE E GRAMATURA

Há sempre uma confusão entre porosidade e peso/gramatura.

Não há correlação entre gramatura (densidade superficial) e porosidade da tela. Qualquer combinação é possível.

No entanto existe uma correlação entre gramatura (densidade superficial) e resistência (resistência tênsil) da tela, portanto, a densidade superficial deve ser considerada7.

7 - Baseado en estudo interno. Resistência à tração versus densidade superficial. Abril, 2019.

No gráfico, podemos observar a relação do peso pela gramatura e a resistência tênsil das telas. É possível identificar que se não houver material suficiente, ou seja, se a tela não tiver peso suficiente, não haverá resistência suficiente.

Então, apesar da macroporosidade ser a chave para uma boa cicatrização, o peso precisa ser considerado.

É necessário alcançar um equilíbrio entre a quantidade ideal de material a ser utilizado para resistir ao estresse mecânico e minimizar a reação inflamatória7.

A porosidade da tela é mais importante que o peso, porque as quantidades de tela serão de apenas alguns gramas (g /m²), enquanto a porosidade (independente do material: PET ou PP) afetará a integração da tela e, portanto, a eficácia do reparo mais significativamente1-5.

Na tabela abaixo, pode-se ver que não há nenhuma correlação entre peso e tamanho dos poros, no entanto, a força tênsil (mínima) e a gramatura estão correlacionadas, portanto, a gramatura deve ser considerada porque está diretamente ligada à resistência da tela, veja que a tela de menor gramatura (concorrente 1) é também a mais fraca, enquanto a tela de maior porosidade (SymbotexTM), que apresenta uma gramatura adequada é a mais resistente, então peso e porosidade deve ser pensado como coisas diferentes1-6 ; † ; ††.

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Concluindo o pilar porosidade, disponibilizamos abaixo uma tabela contendo todo o portfólio de telas para hérnia da Medtronic e suas macroporosidades:

†.Baseado em estudo interno. Resistência à tração versus densidade superficial. Abril, 2019.
††. Baseado no relatório interno nº 0901CR226. Malha composta Symbotex ™ (Tipo 3DS Têxtil) versus Malha composta otimizada Parietex ™ (Tipo Y50 têxtil). Comparação de têxteis. Out.2013.


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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
*Lefranc O, Bayon Y, Montanari S, Gravagna P, Thérin M. Reinforcement materials in soft tissue repair: Key parameters controlling tolerance and performance-current and future trends in mesh development, new techniques in genital prolapse surgery. Springer London. 2011; 275–287.a

1. Zogbi L. The Use of Biomaterials to Treat Abdominal Hernias. In: Pignatello R., editor. Biomaterials Applications for Nanomedicine. 1st ed. Volume 18. InTech; Rijeka, Croatia: 2008. pp. 359–382.
2. Gonzalez R, Fugate K, McClusky D. Relationship between tissue ingrowth and mesh contraction. World J Surg. 2005; 29(8):038–1043.
3. Muhl T, Binnebosel M, Klinge U, Thomas G. New objective measurement to characterize the porosity of textile implants. Journal of Biomedical Materials Research Part B: Applied Biomaterials. 2008;84B(1):76–183.
4. Klinge U, Klosterhalfen B, Birkenhauer V, Junge K, Conze J, Schumpelick V. Impact of polymer pore size on the interface scar formation in a rat model. J Surg Res. 2002;103(2): 208–214.
5. Lake SP, Ray S, Zihni AM, Thompson DM Jr, Gluckstein J, Deeken CR. Pore size and pore shape - but not mesh density - alter the mechanical strength of tissue ingrowth and host tissue response to synthetic mesh materials in a porcine model of ventral hernia repair. J Mech Behav Biomed Mater. 2015;42:186–197.
6. Lefranc O, Bayon Y, Montanari S, Gravagna P, Thérin M. Reinforcement materials in soft tissue repair: Key parameters controlling tolerance and performance - current and future trends in mesh development, new techniques in genital prolapse surgery. Springer London. 2011; 275–287.
7. Cobb WS, Kercher KW, Heniford BT. The argument for lightweight polypropylene mesh in hernia repair. Surg Innov.2005;12(1):63–69.
8. Klinge U, Klosterhalfen B, Birkenhauer V, Junge K, Conze J, Schumpelick V. Impact of polymer pore size on the interface scar formation in  a rat model. J Surg Res.2002;103(2):208–214.

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