Monitorização continua da sedação em UTI

Segundo revisão de Jackson et al. (2009)1 a incidência da inadequação da sedação em UTI pode chegar a valores elevados, como:

  • Incidência de Overdose de 40 a 60% dos pacientes e
  • Incidência de Subdose de sedação de 33 a 57%.

A avaliação da sedação de forma rotineira é utilizada como ferramenta para direcionamento das condutas da equipe visando diminuir episódios de inadequação da sedação e contribuir para uma melhora no desfecho dos pacientes. Dentre os métodos utilizados mais usuais estão as escalas de sedação: escala de sedação-agitação de Riker (SAS), Escala de avaliação da atividade motora (MAAS), Escala de Richmond (RASS) e/ou Escala de Sedação de Ramsay (RSS).1,2

Além das escalas de sedação é possível que o paciente seja monitorizado de forma contínua, individualizada e de maneira objetiva por meio de monitores da atividade elétrica cerebral como o BISTM.1

Monitorizar a sedação dos pacientes em UTI pode ser uma árdua tarefa se você não estiver monitorizando com todos os recursos disponíveis. Por isso, abordaremos neste artigo como a introdução da monitorização da sedação com BISTM em sua UTI pode auxilia-lo no manejo de seus pacientes.

BISTM E ESCALAS DE SEDAÇÃO

Enquanto as escalas de sedação são vistas como uma forma subjetiva de avaliação da sedação, o BISTM representará de forma objetiva e continua esta monitorização através de uma escala numérica de fácil interpretação (Figura 01).2

Figura 01. Escala numérica da Monitorização BIS (0 a 100) em comparação a atividade elétrica cerebral.

Quando comparamos com o BISTM os scores obtidos pelas escalas de sedação os estudos apontam que a monitorização do BISTM, ao contrário da escala de sedação, indicará de forma mais assertiva para o médico qual nível de profundidade da sedação do paciente, auxiliando na prevenção de episódios de overdose.3,4

MANEJO DA SEDAÇÃO COM BISTM 

A combinação da avaliação da sedação com a monitorização do BISTM em conjunto com a avaliação de escalas de sedação tem apresentado importantes benefícios clínicos para os pacientes em relação ao uso isolado das escalas de sedação, como apresentado pelo estudo de Mahmood et al.5

O estudo de Mahmood5 envolvendo 110 pacientes em ventilação mecânica avaliou e comparou o desfecho dos pacientes entre os grupos: I – não monitorizado com BISTM  e II – monitorizado com BISTM . Os pacientes monitorizados com BISTM  obtiveram:

  • Menor taxa de agitação (P = 0.001);
  • Redução de falha na extubação (P = 0.001);
  • Menor incidência de traqueostomia (P = 0.001);
  • Menor tempo de permanência (10.2 ± 5.9 vs. 14.6 ± 7.1 dias);
  • Redução no consumo de midazolan (5.2 ± 2.3 vs. 6.1 ± 2.1, P = 0.03);
  • Redução no consumo de fentanil (152 ± 58 vs. 187 ± 59, P = 0.004).

Outra aplicação que apresenta impacto significativo quando monitorizado com BISTM são os pacientes em utilização de bloqueadores neuromusculares (BNMs). Isto ocorre principalmente devido a impossibilidade de realização de avalições subjetivas como as escalas de sedação nos pacientes em uso de BNMs. A Sociedade de Medicina Critica dos Estados Unidos (Society of Ciritical Care Medicine) sugere para esses casos a utilização de monitores de função cerebral, como o BISTM, como ferramenta adicional de avalição da sedação.6

Em estudo performado por Tasaka et al.7 mostrou que a monitorização com BISTM em 31 pacientes que faziam utilização de infusão contínua de BNMs apresentou uma alta sensibilidade em identificação a profundidade da sedação, chegando a atingir 100% de especificidade.

Além das aplicações do BISTM em pacientes com ventilação mecânica e utilizando BNMs, o BISTM também conta com estudos de utilização em outras aplicações dentro de UTIs, como: hipotermia terapêutica, coma induzido e broncoscopia.8-10

Agora que você conhece a aplicação do BISTM  em UTIs e como ele pode auxiliar na monitorização da sedação dos seus pacientes solicite agora mesmo uma demonstração da tecnologia e veja na prática como você e seu paciente podem ser beneficiados.

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Jackson DL, Proudfoot CW, Cann KF, Walsh TS. The incidence of sub-optimal sedation in the ICU. Crit Care. 2009; 13:R204
  2. Reade MC, Finfer S. Sedation and delirium in the intensive care unit. N Engl J Med. 2014;370(5):444‐454.
  3. Riker RR, Fraser GL, Simmons LE, Wilkins ML. Validating the Sedation-Agitation Scale with the Bispectral Index and Visual  Analog Scale in adult ICU patients after cardiac surgery. Intensive Care Med. 2001;27(5):853-858.
  4. Consales G, Chelazzi C, Rinaldi S, De Gaudio AR. Bispectral Index compared to Ramsay score for sedation monitoring in intensive care units. Minerva Anestesiol. 2006;72(5):329‐336.
  5. Mahmood S, Parchani A, El-Menyar A,Zarour A, Al-Thani H, Latifi R. Utility of bispectral index in the management of multiple  trauma patients. Surg Neurol Int. 2014; 5:141.
  6. Barr, J, Fraser GL, Puntillo K, et al. Clinical Practice Guidelines for the Management of Pain, Agitation, and Delirium in Adult  Patients in the Intensive Care Unit. Crit Care Med 2013; 41:263–306.
  7. Tasaka CL, Duby JJ, Pandya K, Wilson MD, Hardin KA. Inadequate sedation during therapeutic paralysis: Use of bispectral  index in critically ill patients. Drugs-Real World Outcomes. 2016; 3:201-208.
  8. Riker RR, Stone PC Jr., Maya T, McCruma B, Frasera GL, Sedera D. Initial bispectral index may identify patients who will awaken during therapeutic hypothermia after cardiac arrest: A retrospective pilot study. Resuscitation 2013; 84:794-797.
  9. Bader MK, Arbour R, Palmer S. Refractory increased intracranial pressure in severe traumatic brain injury: barbiturate coma  and bispectral index monitoring. AACN Clin Issues. 2005;16(4):526-41.
  10. Lo Y-L, Lin T-Y, Fang Y-F, Wang T-Y, Chen H-C, Chou C-L, Chung F-T, Kuo C-H, Feng P-H, Liu C-Y, Kuo H-P. Feasibility of bispectral index-guided propofol infusion for flexible bronchoscopy sedation: A randomized controlled trial. PLoS ONE  2011;6(11): e27769.

Observação aos pacientes: Todos os dispositivos mostrados aqui são produtos de prescrição e devem ser obtidos de um profissional ou médico licenciado. Os pacientes não podem adquirir diretamente da Medtronic.

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Sobre o Autor

Jeniffer Fontan

Jeniffer Fontan é especialista clínica da Medtronic em Monitorização do Paciente. Seu principal foco é a disseminação de conceitos e aplicações das tecnologias de monitorização da Medtronic: BIS, Oximetria Nellcor, Capnografia Microstream, INVOS – Oxímetro Cerebral/somático e WarmTouch.

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