VOCÊ SABE EM QUAIS LOCAIS A CAPNOGRAFIA PODE SER USADA?

Sabemos que a capnografia é a mensuração do Dióxido de Carbono – CO2 exalado (ETCO2) e pode ser importante ferramenta na identificação da insuficiência, falha e até mesmo a parada respiratória, os chamados comprometimentos respiratórios, auxiliando profissionais da saúde a interferirem de modo precoce frente essas alterações, contribuindo para evitar desfechos clínicos desfavoráveis.¹

Quando pensamos nas áreas de aplicação, observamos sua grande utilidade em diversas áreas de cuidado, como por exemplo, o uso em ambulância e emergência, que devido a especificidade desses serviços frequentemente estão frente a frente com situações importantes como insuficiências respiratórias e Paradas Cardiorrespiratórias (PCR).

A Capnografia pode nesses casos ser importante ferramenta para verificação do posicionamento do tubo endotraqueal, já que estudos mostram que em episódios PCR ela tem demonstrado 100% de sensibilidade e especificidade para indicar o correto posicionamento.7

Além da questão voltada ao correto posicionamento do tubo, a  American Heart Association indica o uso da capnografia para monitorar a eficácia da manobra de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), pois valores de EtcO2 abaixo de 10mmhg por 20 minutos durante as manobras  de ressuscitação estão ligados a insucesso no retorno da circulação espontânea e também pode ser mais um critério a ser considerado para interrupção do procedimento , já que apresenta boa correlação com o débito cardíaco.6 ,2

Já dentro do Centro Cirúrgico e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) a capnografia pode auxiliar na identificação de alterações na ventilação, transporte e metabolismo, guiar também o correto posicionamento do tubo e sinalizar precocemente possíveis depressões respiratórias provocadas por sobredoses de drogas anestésicas, é sabido que a monitorização através da capnografia é capaz de evitar a sedação moderada e profunda.3

Em pacientes intubados a capnografia é útil ainda em condições de alteração no nível de consciência, queixas respiratórias, asma e DPOC, diabetes, convulsões, overdose e tratamento da dor.9

Na Recuperação Anestésica ( RPA) ela continua a oferecer segurança na vigilância respiratória, pois muitas vezes ainda persistem algum efeitos dos anestésicos e também são administrados opioides para controle da dor.1,2

A depressão respiratória central é a principal causa de aumento de PaCO2, no pós-operatório imediato, pode ser causada principalmente por sobredoses de anestésicos, hiperventilação exagerada durante a anestesia, hipotermia, de modo especial em crianças de baixa idade, e lesões do sistema nervoso central (Isquemia, trauma, tumor).10

Não podemos deixar de citar o uso da capnografia em áreas de cuidado gerais, enfermarias e em segmentos como a Radiologia Intervencionista e Endoscopia.

A literatura aponta que pacientes internados em andares com comprometimento respiratório tem 29 mais vezes chances de irem óbito em relação aos demais que não tiveram alterações na função respiratória, em contraste com esse dado preocupante a literatura também aponta o fato de que 2/3 das paradas respiratórias primárias poderem ser consideradas potencialmente evitáveis, portanto a capnografia tem papel importantíssimo na complementação da monitorização dos pacientes.5,4

Um estudo com 50 pacientes submetidos a colonoscopia e monitorados com capnografia mostrou que houve dessaturação em seis pacientes (12%), porém antes da dessaturação ocorreram alterações típicas de obstrução das vias aéreas, como hipopneia ou apneia, que foram diagnosticadas através da capnografia em 16 pacientes (32%), que mostra o valor da capnografia para monitorizar a prevenção hipóxia em alguns pacientes, Isso reforça o conceito da capnografia como identificador precoce de disfunções respiratórias.8

Se você já passou por algumas dessas situações e não tinha em mãos a capnografia como recurso percebeu quanto deixou de observar e quanto a capnografia pode contribuir para o cuidado do seu paciente? Pense nisso!


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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 .Maddox RR, Williams CK, Oglesby H, Butler B, Colclasure B. Clinical experience with patient-controlled analgesia using continuous respiratory monitoring and a smart infusion system. Am J Health Syst Pharm.2006;63(2):157–164
2. Neumar RW, Shuster M, Callaway CW, et al. 2015 American Heart Association Guidelines Update for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. American Heart Association Website. http://circ.ahajournals.org/
3.Metzner J, Posner KL, Domino, KB. The risk and safety of anesthesia at remote locations: the US closed claims analysis.Curr Opin Anaesthesiol. 2009;22(4):502–508.
4- Weinger MB, Lee LA. No patient shall be harmed by opioid-induced respiratory depression. In: Proceedings of essential monitoring strategies to detect clinically significant drug-induced respiratory depression in the postoperative period conference. Anesthesia Patient Safety Foundation newsletter. 2011;2621(2):26–28.
5. Hodgetts TJ, Kenward G, Vlackonikolis I, Payne S, et al. Incidence, location and reasons for avoidable in-hospital cardiac arrest in a district general hospital.  Resus 2002; 54:115-123
6  Odali BS, Urman RD. Capnography during cardiopulmonary resuscitation: Current evidence and future directions. Journal of Emergencies, Trauma, and Shock. 2014;7(4):332-340. doi:10.4103/0974-2700.142778.
7. Silvestri S, Ralls GA, Krauss B et al. – The effectiveness of out-of-hospital use of continuous end-tidal carbon dioxide monitoring on the rate of unrecognized misplaced intubation within a regional emergency medical services system. Ann Emerg Med, 2005;45:497-503. 77. Tong YL, Sun M, Tang WH et al. – The tracheal detecting-bulb: a new device to distinguish tracheal from esophageal intubation. Acta Anaesthesiol Sin, 2002;40:159-163.
8. ABCD Arq Bras Cir Dig Artigo Original - Técnica 2016;29(4):264-268 DOI: /10.1590/0102-6720201600040012
9. Cereceda-Sanchez, FJ, MOLINA-MULA, J. Capnography as a tool to detect metabolic changes in patients cared for in the emergency setting. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2017, vol.25;
10 BASSO, Rejane Scanagatta; PICOLI, Marister - Unidade de recuperação pós-anestésica: diagnósticos de enfermagem fundamentados no modelo conceitual de Levine. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 06, n. 03, p. 309-323, 2004. Disponível em www.fen.ufg.br

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Sobre o Autor

Tiago Strufaldi

Tiago Strufaldi é especialista clínico da Medtronic em Monitorização do Paciente. Seu principal foco é a disseminação de conceitos e aplicações das tecnologias de monitorização da Medtronic: BIS, Oximetria Nellcor, Capnografia Microstream, INVOS – Oxímetro Cerebral/somático e WarmTouch.

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